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Leiria não Existe

Para os mais distraídos a frase “Leiria não existe” anda por aí há algum tempo e tem sido usada por variadíssimas entidades como elemento de comunicação e mesmo como título de obras criativas como a música de Inês Apenas.

A frase surgiu nas redes sociais, adaptando um conceito já utilizado noutras cidades a nível mundial e que se tornou viral. Foi e muito bem, apropriada pelo próprio município para lançamento de um conjunto de ações, capitalizando outras iniciativas.

O elemento de marketing territorial alerta que afinal Leiria sempre existe e tem uma oferta cultural, gastronómica, patrimonial que a coloca no mapa dos locais que merecem ser visitados em Portugal.

A apropriação deste conceito pelo município é de realçar e a aplaudir tendo presente que a competitividade das regiões assume-se como determinante para o desenvolvimento económico e social e a criação de uma marca forte é fundamental.

Pena é que Leiria é mais do que o município, Leiria é uma região e aí é que as coisas complicam: de um vasto distrito com limites bem definidos, hoje, Leiria, assim como grande parte dos municípios, está esquartejada nos seus limites e tutela, numa complexa e intrincada rede tutelar dificultando um conjunto de ações que deveriam ser integradas numa visão estratégica comum.

Sendo certo que a criação das CCDR’s e Comunidades Intermunicipais veio, em teoria, dar meios e quadro legal para uma maior integração das políticas públicas de base regional, a prática tem demonstrado que falta muito para o cabal cumprimento desse desígnio.

Usando uma frase eventualmente atribuída a Rudolf Diesel quando inventou o motor a diesel este explodiu, pondo em perigo a sua vida, “ótimo, já temos energia, agora só temos mesmo de a dominar”.

Paulo Carreira da Silva
Publicado em 25/01/2024 no Jornal REGIÃO DE LEIRIA uma parceria com a Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social

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